Friday, July 03, 2009

Arroz para Sushi

Ingredientes:

1kg de arroz japonês
10 colheres de sopa de vinagre de arroz
4 colheres de chá de sal
4 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de saquê (para cozinha)
7 xícaras de chá de água
2 unidades de Kombu(alga) em tiras

Lavar o arroz até que a água fique clara (e isso demora, demora, demora...)
Despejar numa panela grossa.
Acrescentar água fria e o kombu, tampar e descansar por 30 min a 1 hora.
Cozinhar até ferver, baixar o fogo até a água secar.

À parte
Levar ao fogo brando o vinagre de arroz, com o sal, o açúcar e o saquê (lembrando que é o para cozinhar). Mexa até que o sal e o açúcar derreta.

Deixe o arroz pronto na panela tampada por 10 minutos. Após isso passar o arroz para uma bacia de plástico. Colocar o tempero da panela. Cortar o arroz em cruz. Resfriar o arroz rapidamente dando nele um choque térmico.

Cobrir o arroz com pano úmido até usá-lo.

Eu já fiz diversas vezes essa receita, vale a pena? Se você quiser sofrer, vale. Demora pra caramba e depois tem que enrolar, cortar o peixe e montar o sushi. Eu voto no sashimi ou no tradicional japonês a quilo mesmo. Mas pra quem quiser, taí! Enjoy it! ;)

Tempestade

Agora, nesse momento, a chuva aqui onde moro está muito forte. Eu adoro chuva, mas apenas quando estou abrigada. Covardia? Talvez seja.
Quando chove assim, forte e intenso, gosto de olhar pela janela. Às vezes imagino que as gotas nos vidros da janela são lágrimas e, se tenho vontade, choro junto com elas, como se eu não chorasse sozinha.
A água não para de cair, tudo se inunda, inclusive minha cabeça de lembranças e pensamentos. Quando pequena me sentia muito só, sempre fui, desde criança, uma pessoa sozinha. Detestava domingos, ainda mais se chovesse. Mas essa chuva, contraditório ou não, que tanto adoro, me remete à minha solidão. Sem a qual não viveria bem. Gosto de ter amigos, sair, conversar, mas o que realmente gosto é de estar só. Quando chove sempre estou sozinha, a chuva nos isola dos outros. Assim fico eu e ela, a tempestade. Por algum tempo somos uma só. Nossa intimidade é tanta que ela se atreve a entrar em meu quarto e molhar meus papéis. Fico furiosa, brigamos, mas logo eu a perdoo, não vivo sem ela.

Monday, June 29, 2009

Que destino!

Mas morrer é sempre bom. Nunca ouvi ninguém reclamar. E os que ficam, exclamam:

- Oh! Que vida é essa?!

Ballet atômico

Ele errou mais uma vez, como era de se esperar. E eu aqui, pensando em mil coisas, pensando que não poderia ter sido diferente e que ele nem era tão bom assim. Medo da solidão? Coisa mais ridícula! Deveríamos ter medo de nunca mais ficarmos sozinhos, com tanta gente no mundo, 6 bilhões de pessoas estranhas. Na minha cidade são 2,5 milhões de pessoas, não há mesmo como ficar sozinho.

Agora, daquelas reflexões malucas sobre a vida... O que estamos fazendo aqui, o que é tudo isso? Uma dança de átomos que insistem em cada dia ser uma coisa diferente? Um ballet atômico? Ou foi Deus que deu um grito e tudo se fez? E como ele fez tudo isso a partir da não existência? Perguntas que dançarão por entre lugares vazios, por entre a extinção do homem.

E sobre catástrofes e fim do mundo? Eu acharia ótimo... Tudo deixar de existir, um espetáculo lindo de se ver. A explosão de tudo, o fim de tudo. Mas se chegou ao fim é tempo de um novo início. Vai ser melhor que antes? Vai ser igual?

Monday, June 22, 2009

Noivas

Por que as mulheres se vestem de noiva e vão tirar fotos no meio do mato? Não é, assim por dizer, uma coisa estranha? É como se noivas estivessem sempre entre laguinhos, patos, casarões antigos e cavalos...
Será que um dia eu vou "pagar esse mico"?

Sunday, June 21, 2009

A Outra

Talvez ele não entenda porque eu aceito para mim o que eu aceito para mim. Ele é meu amigo, me quer bem, se importa comigo e diz que se não fosse por ela, quem sabe, não poderia sonhar comigo? Eu e ele, juntos, e ela no calcanhar.

Patricinhas

E elas passeiam indomavelmente com seus cachorrinhos magrelos, colocam neles uma coleira escrita "segurança". Realmente é um cachorro seguro. Se ele te morder, basta lhe dar um chute e pronto, jaz morto!

Perseguida

Um frio danado, pessoas passeiam com seus cachorros, adolescentes latem e eu, claro, sou mais uma vez perseguida por leitores assíduos da bíblia. Eles olham para mim e pensam: "presa fácil". Talvez seja o significado do meu nome: "calma como uma ovelha", ou um imã invisível que faz a minha mente ser atraída pela deles. Talvez eu tenha um chip implantado e eles, caçadores de pessoas carentes, imediatamente me rastreiam e:

- É aquela ali! Dê um livrinho de como Deus criou o mundo em 7 dias pra ela!

Paz!

A unha roxa de tanto frio, a folha se acabando, a necessidade de escrever. A espera, a bela praça, a paz em meio ao caos. Acho que é só assim memo que a paz acontece, no olho do furacão.

Mãe Evangélica

Ao acordar ouvi uma mãe gritar:

- Vou dar um bicudo nesse menino que eu vou jogar ele lá dentro da igreja!

Como são boas mães essas evangélicas!

Monday, May 04, 2009

Máscara

Está aí o motivo pelo qual acho que não gosto de grandes festas, de muita euforia, de carnaval: não gosto de máscaras, nunca gostei e quase não as uso. Quando tinha 17 anos escrevi uma poesia para um livro que seria publicado no meu colégio, um livro só com poesia dos alunos, era a seguinte:

"Lutar e vencer
ou amar e viver?
tem que haver escolha
na primeira ganharei uma máscara
na segunda me transformarei"

Desde muito nova sempre fui angustiada com o existir, com o ser. E sempre tentei ser autêntica, não pelo outro, mas por mim mesma, porque "mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira". É muito difícil uma pessoa mentir para mim e eu não desconfiar. Porém sou um tanto Sherlock Homes e não me sinto em paz enquanto não decifrar toda a mentira, toda a trama...

No entanto, vejo que talvez isso não seja mais necessário, que não é isso que vai me fazer menos ou mais feliz, satisfeita. Não é necessário saber o porque da mentira alheia e nem saber porque você é o alvo. Acho que a vida é bem mais simples. Você pode escolher entre ser realista ou acreditar na ilusão que querem que você acredite. Ser realista é lindo! É ver o mundo como ele realmente é, pelo menos através da sua visão. "É não ser adaptável as normas da vida" como diria Fernando Pessoa, ou melhor, Álvaro de Campos.

Assim acabo me sentindo como se vivesse num mundo à parte, mas não quero ser o centro das atenções, meu nome não é Umbigo. Simplesmente vejo que não há mais o que acreditar, é como se eu tivesse que aceitar a vida como é, sem ilusões, sem "estéticas com o coração"!

Para quem nunca ouviu o poema "Cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa" de Álvaro de Campos, declamado por Jô Soares, vale a pena ouvir no youtube:

Tuesday, April 14, 2009

Continuo fechada

Talvez seja um tanto perplexa e um outro tanto traumatizada que escrevo isso aqui. Não sei se deveria, mas acho que é interessante para outras mulheres que passam o mesmo que eu.

Seguindo os conselhos de um amigo, que tenho em mais alta estima, resolvi me "fechar para balanço" até ouvir dentro de mim qual era a realidade do meu sentimento, o que eu realmente queria de um relacionamento. Durante esse tempo não apareceu ninguém que mexesse comigo, mas apareceram algumas paquerinhas, olhares, coisas do tipo.

É bom lembrar, que pouco antes de me "fechar", conheci um esquizofrênico, obviamente, eu não sabia que era doente. Esse cara se apaixonou por mim e queria algo "sério". Mas por ele ter se revelado esquizo, não tive coragem nem de avançar meio passo. Sorte minha da honestidade dele.

Agora fico pensando o porque isso vem acontecendo incessantemente comigo: estamos todos doentes? Existe mesmo a tal lei da atração? Tenho que fazer uma terapia para conseguir identificar o que eu faço para atrair isso pra mim e conseguir identificar meu erro e corrigir? O que devo fazer?

Estava eu, sossegada, vivendo minha vidinha, que hora é besta e hora é a melhor do mundo. Me aparece um sujeito que me fez acreditar novamente. Me contou histórias de uma vida que hoje vejo ser pura farça. Mais um farçante, mais um esquizo?! Sem preconceito, que me perdoem os esquizofrênicos que lerem isso. Não é essa a questão. A questão é toda minha, porque atraio isso pra mim, ainda mais sendo tão transparente.

Vocês não imaginam minha fobia e espanto ao escrever tudo isso e ir lembrando detalhe a detalhe, que não vou relatar aqui. Como ele me envolveu na teia de mentiras e como eu caí novamente. Não estou me colocando como vítima indefesa, é apenas muito triste saber que algumas pessoas nos mentem olhando nos olhos e por nada, gratuitamente.

Thursday, March 05, 2009

Reflexões numa noite quente

E da vida achei engraçado
passar ao meu lado a mãe com quatro filhos
Ela e seu amor, muito bem dividido
E eu, que nem sei se os terei, os quatro filhos

Achei também graça
Dos meus olhares de desejo
Coisa de menina mimada
Que deseja justamente aquilo que não pode ter

Achei divina a ideia de ter que se conformar
Conformar em ser o que é
Em ter o que se tem

Achei graça da solidão
Da minha deliciosa solidão
Aquela das noites quentes de Belo Horizonte
Da minha e da dela
A solidão a mãe com quatro filhos

Ri também e me diverti
Com o automóvel que vinha em minha direção
Um homem belo o dirigia
Claro que aprendi que as aparências enganam
Lembrei de palavras, algumas que tento não falar
Achei engraçado o autocontrole
Era um dia pra se rir
E qual não é?
Autocontrole... Pensar antes de falar...
As aparências enganam, as palavras não mais.

Resposta de um email

Amei, lindas, lindas!
Que tesão! babao
Seus auto-retratos, sempre bonitos.
Bjo.