Após um acontecimento hoje no trabalho fiquei pensando no caminho que tracei e no que quero para minha vida. Sou brincalhona sempre, tenho bom humor, risada alta e não sei agir diferente. Nem quero. Gosto de amigos sinceros, não gosto de joguinhos idiotas que não levam a nada. Mas agora chegou um momento em que sempre me esbarro: agir com seriedade significa ser "bom de serviço"?
Claro que existem aqueles que não tem noção alguma, mas eu acho que tenho um pé quase lá. Hoje mesmo fiz uma brincadeira de humor negro. Tinha uma tesoura em cima da minha mesa e a menina perguntou se era minha. Óbvio, né? Eu respondi que eu tinha pegado emprestada do Guilherme de Pádua! Eu sei, fui sem noção...
Mas é que essa minha mania de querer ser irreverente me mata, e é de família. Tenho uma prima que é monocromática. Não importa a cor que ela escolha pra vestir, o importante é estar dos pés a cabeça com ela: sapato, calça, blusa, sombra, bijuterias...
Bom, mas fato é que quero escolher o melhor caminho para mim, e muitas vezes vejo que estou bem melhor que antes, mas a minha pressa faz com que eu sinta essa angustia. Fico achando que as coisas estão demorando pra mim, que poderia ter feito assim ou assado, que seria melhor. Coisa boba, né? Deveriamos ir vivendo, felizes, agradecendo todos os dias. Mas não, preferimos mesmo reclamar!
Friday, October 30, 2009
Tuesday, October 27, 2009
Eu Te Sigo
Eu te sigo, sempre, nunca deixei de te seguir. E corro, e olho. Tremo quando te vejo ou quando percebo que há ainda um restinho de mim em você. Sufoco. Me sufoco. Te acho ridículo, te odeio. Mas continuo indo atrás, sem você saber. Eu quero notícias, quero saber que você está vivo, quero seu rastro. Lembrar muitas vezes é ruim, mas pra mim não, lembrar pra mim é apenas ver que não houve erro, que tudo aconteceu como tinha que ser. E eu lembro, e me corroo, e às vezes dói, às vezes não. Altos e baixos, procurando sempre por você, meu único e eterno paradeiro.
Monday, October 26, 2009
Paixão x Felicidade
Ela se apaixona e vai cega em direção àquilo que ela considera a sua felicidade. Mas essa felicidade nunca chega, sempre está no caminho. Sonhando em meio aos destroços que sua vida se tornou. Talvez não veja que a maior culpada disso tudo seja ela mesma ou talvez saiba, mas prefira culpar o outro. Ela chora muito, ela chora sempre, sempre infeliz procurando a felicidade perdida. E onde ela está? No seu futuro promissor, nas coisas grandes que irão se realizar, porque deus quis, nem é por lutar, pensar positivo já ajuda. Ela tem muita vontade e ideias novas, sempre querendo melhorar, mas não age. Por que nós, humanos, temos essa mania de viver no sonho e não buscar no agora as coisas que nos fazem bem? Por que temos que viver com esse pensamento no futuro melhor que nunca chega? Por que não voltamos às coisas simples da vida que nos torna mais felizes? Será que nós buscamos a infelicidade?
Talvez a resposta disso tudo seja que a paixão nos cega, nos faz ver as coisas de maneira deturpada, e deixamos de amar, passamos a ter posse ou a querer possuir. Passamos a culpar o outro pelas nossas frustrações porque deixamos de nos conhecer. Deixamos de saber o que é melhor para nós, o que é essencial, e buscamos lixos e luxos.
Talvez a resposta disso tudo seja que a paixão nos cega, nos faz ver as coisas de maneira deturpada, e deixamos de amar, passamos a ter posse ou a querer possuir. Passamos a culpar o outro pelas nossas frustrações porque deixamos de nos conhecer. Deixamos de saber o que é melhor para nós, o que é essencial, e buscamos lixos e luxos.
Monday, October 19, 2009
Um dia offline é muito
Que mundo vivemos tão diferente do que tínhamos há poucos anos atrás... Sei que isso que digo é, de certa forma, algo que todo mundo tá cansado de ouvir. Porém ontem eu passei o dia todo sem me conectar à internet, era um domingo, dia de descanso, entretanto achei muito estranho e vi que um dia offline é muito tempo e sinto que poderia estar me atualizando de alguma forma. Paranóia? Pode ser que sim.
Sempre gostei de escrever e minhas noites de adolescência seriam menos solitárias caso eu tivesse toda essa estrutura para utilizar. Na época me lembro de perder o sono e passar a noite escrevendo, lendo cartas, lendo livros, vendo fotos.
Claro que ainda os leio e os lerei sempre, mas hoje tenho livros no meu computador (e também impressos), e-mails de amigos queridíssimos, contatos comerciais, fotos, letras de músicas e a impressão de não ter mais tempo para tudo que quero fazer.
Sempre gostei de criar: letras de música, poesias, textos e artesanatos. Porém escolhi estudar administração, ao invés de letras, design, belas artes. Não sei porque, mas todos diziam que tudo isso não daria dinheiro: caí. Agora vivo entre duas profissões uma para me dar o sustento e outra para me dar o prazer. Um dia eu junto os dois numa só ocupação. Mas por enquanto vou curtindo e agradecida de ter tudo que tenho.
Sempre gostei de escrever e minhas noites de adolescência seriam menos solitárias caso eu tivesse toda essa estrutura para utilizar. Na época me lembro de perder o sono e passar a noite escrevendo, lendo cartas, lendo livros, vendo fotos.
Claro que ainda os leio e os lerei sempre, mas hoje tenho livros no meu computador (e também impressos), e-mails de amigos queridíssimos, contatos comerciais, fotos, letras de músicas e a impressão de não ter mais tempo para tudo que quero fazer.
Sempre gostei de criar: letras de música, poesias, textos e artesanatos. Porém escolhi estudar administração, ao invés de letras, design, belas artes. Não sei porque, mas todos diziam que tudo isso não daria dinheiro: caí. Agora vivo entre duas profissões uma para me dar o sustento e outra para me dar o prazer. Um dia eu junto os dois numa só ocupação. Mas por enquanto vou curtindo e agradecida de ter tudo que tenho.
Monday, October 12, 2009
O Vazio
Era eu, outrora, muito preocupada e interessada no conteúdo. No conteúdo das pessoas, no conteúdo dos livros, no conteúdo das letras de música, no conteúdo das conversas... Procurava sempre preencher-me. O que de bom aquilo era pra mim? Depois fui ver, que, quando se trata de existir, o conteúdo é sempre o mesmo. Existe ou não existe... Ponto. Passei a desconsiderar alguns conceitos que tinha sobre a futilidade, apesar de achar que a vida é, de certa forma, fútil. Queria conhecer pessoas que transgredissem regras sociais, que fossem modernas e que tivessem mente aberta, mas, na verdade, é apenas uma forma de eu não ter que conviver com as pessoas normais, as pessoas que existem, carne e osso, pessoas comuns, filhos de Ogum, Oxum ou sei lá o que. Era uma maneira de fugir. E o mais interessante é que ao me inserir em certo grupo, eu descobria que não era bem aquilo que eu procurava e sim uma coisa muito melhor. Um caminho novo, nunca antes navegado, um caminho único, o meu caminho. Mas nada, nada me preenchia nessa busca constante da felicidade e do existir, por isso mesmo acho que já estou, na verdade, em excesso preenchida e agora, o meu papel é esvaziar-me, esvaziar-me, esvaziar-me até eu deixar de ser.
Monday, October 05, 2009
Elvis
Ele me segurava forte, me abraçava e era tão bonito que minhas pupílas se dilatavam e minha face enrubrecia. Ele sabia disso, ele gostava de provar para si mesmo que era o sonho de várias mulheres. Era meu amigo. Infelizmente a vida tem suas contingências e aquele ano foi um ano duro para nós dois.
Ouvíamos a mesma música várias vezes ao dia. Não tínhamos muito o que fazer, é bem verdade, nosso trabalho era esperar. E nisso fumávamos um cigarro, ríamos, passávamos frio de braços dados e fomos criando uma intimidade que só verdadeiros amigos tem. Posso vê-lo só daqui a 200 anos, mesmo assim sei que será como se o tivesse encontrado ontem. Ele me fez enxergar muita coisa bonita. Me fez enxergar que eu sou bonita.
Acho que nunca me esquecerei de seu sorriso, do carinho que tinha por mim, tanto que tenho saudade dele até hoje. Tento contato, porém ele sumiu, está como eu, trabalhando muito e de verdade, não como era naquele tempo... Tempos estranhos, eu diria, terminei metendo os pés pelas mãos, tanta coisa aconteceu... Até que tentei tirar Elvis das minhas fantasias, dos sonhos de saber como seria lhe dar um beijo, o coração dele tinha dona, mesmo que ela não quisesse, era dela.
Foi então que resolvi cortar isso e ter algo real, com outro homem, pois o real estava batendo a porta e eu não podia mais esperar. E amei, de forma tão inesperada que já nem sei o que foi aquilo que senti. E quase morri quando ele me deixou. Parecia que eu ia afundar no colchão da minha cama até chegar no chão, até me sufocar em meio aos lençóis, travesseiros e edredons. Senti a dor de quem perde alguém muito especial, mas hoje o que foi aquilo que vivi?
Pra mim ficou Elvis. Elvis e seus cabelos lisos, sorriso largo, abraço quente. Elvis e sua melancolia, angustia, baixa auto-estima. Elvis e sua paixão mal-resolvida, sua galinhagem, sua mania de ser um macho alpha. Elvis e eu. Para sempre.
Ouvíamos a mesma música várias vezes ao dia. Não tínhamos muito o que fazer, é bem verdade, nosso trabalho era esperar. E nisso fumávamos um cigarro, ríamos, passávamos frio de braços dados e fomos criando uma intimidade que só verdadeiros amigos tem. Posso vê-lo só daqui a 200 anos, mesmo assim sei que será como se o tivesse encontrado ontem. Ele me fez enxergar muita coisa bonita. Me fez enxergar que eu sou bonita.
Acho que nunca me esquecerei de seu sorriso, do carinho que tinha por mim, tanto que tenho saudade dele até hoje. Tento contato, porém ele sumiu, está como eu, trabalhando muito e de verdade, não como era naquele tempo... Tempos estranhos, eu diria, terminei metendo os pés pelas mãos, tanta coisa aconteceu... Até que tentei tirar Elvis das minhas fantasias, dos sonhos de saber como seria lhe dar um beijo, o coração dele tinha dona, mesmo que ela não quisesse, era dela.
Foi então que resolvi cortar isso e ter algo real, com outro homem, pois o real estava batendo a porta e eu não podia mais esperar. E amei, de forma tão inesperada que já nem sei o que foi aquilo que senti. E quase morri quando ele me deixou. Parecia que eu ia afundar no colchão da minha cama até chegar no chão, até me sufocar em meio aos lençóis, travesseiros e edredons. Senti a dor de quem perde alguém muito especial, mas hoje o que foi aquilo que vivi?
Pra mim ficou Elvis. Elvis e seus cabelos lisos, sorriso largo, abraço quente. Elvis e sua melancolia, angustia, baixa auto-estima. Elvis e sua paixão mal-resolvida, sua galinhagem, sua mania de ser um macho alpha. Elvis e eu. Para sempre.
Wednesday, September 30, 2009
Ainda bem!
Ainda bem! Ainda bem que eu fui embora e te perdi pela distância... Ainda bem que agora estou salva aqui. E eu não te perdi pra ninguém. Eu te perdi, porque na verdade eu nunca tive. Ainda bem que aqui eu não ouço sua voz e não te vejo todos os dias, ainda bem...
E pensar que eu até acreditei que tinha achado um oásis no deserto, naquele dia que nos conhecemos melhor. Nunca sei se os homens que conheci serviram para me fortalecer ou para me desiludir de vez. E agora vejo você encontrar a "mulher da sua vida" e AINDA BEM que estou bem longe, que assim sinto a dor bem fraquinha no peito. E nem acredito nisso, não acredito mesmo, não há ninguém feito pra ninguém... Nada é eterno, e isso é mesmo o que me consola.
Eu sei, eu não sirvo pra isso, eu faço minhas loucuras, eu me jogo, eu não meço limites, eu sou uma artista e artistas nem existem, representam o tempo todo, e nem sei se essa dor que estou sentindo é mesmo minha. Tenho cansado de representar certas coisas e quero partir para outras, e já é chegada a hora. E ainda bem que já vou me embora.
E pensar que eu até acreditei que tinha achado um oásis no deserto, naquele dia que nos conhecemos melhor. Nunca sei se os homens que conheci serviram para me fortalecer ou para me desiludir de vez. E agora vejo você encontrar a "mulher da sua vida" e AINDA BEM que estou bem longe, que assim sinto a dor bem fraquinha no peito. E nem acredito nisso, não acredito mesmo, não há ninguém feito pra ninguém... Nada é eterno, e isso é mesmo o que me consola.
Eu sei, eu não sirvo pra isso, eu faço minhas loucuras, eu me jogo, eu não meço limites, eu sou uma artista e artistas nem existem, representam o tempo todo, e nem sei se essa dor que estou sentindo é mesmo minha. Tenho cansado de representar certas coisas e quero partir para outras, e já é chegada a hora. E ainda bem que já vou me embora.
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